A mamoplastia de aumento é um dos procedimentos que mais gera dúvidas antes da consulta. As pacientes chegam com pesquisas feitas, influências do que viram nas redes, e perguntas que acumularam por meses.
Isso é bom. Uma paciente que chega com perguntas toma decisões melhores. Neste artigo, respondo as que mais ouço no consultório.
As respostas aqui são de caráter geral e educativo. Cada caso tem particularidades que só são avaliadas na consulta presencial. Use este conteúdo como ponto de partida, não como diagnóstico.
Sobre tamanho e escolha do implante
A escolha não é feita por número de sutiã nem por volume que a paciente "quer". É feita em conjunto na consulta, com base nas medidas do tórax (especialmente a base mamária), na qualidade e quantidade da pele, no tecido disponível para cobrir o implante e nas expectativas discutidas.
Não existe tamanho ideal universal. O que existe é o tamanho adequado para aquela anatomia e aquelas expectativas. Às vezes o que a paciente imagina é diferente do que é anatomicamente seguro e esteticamente harmonioso.
O implante redondo é o mais utilizado e, em posição natural, tende a produzir um resultado com boa projeção e naturalidade na maioria das pacientes. O anatômico imita a forma de uma mama natural, com mais volume na parte inferior.
A indicação depende da anatomia individual, da qualidade da pele e do resultado desejado. Não há um tipo universalmente superior. Essa discussão acontece na consulta.
Depende da cobertura de tecido disponível. Quando há boa quantidade de tecido mamário e o implante é posicionado abaixo do músculo, o resultado é mais natural e o implante dificilmente é visível ou palpável. Em pacientes com pouco tecido, o risco de visualização das bordas do implante é maior.
Esse é um dos motivos pelos quais a avaliação da anatomia na consulta é tão importante para o planejamento.
Sobre posicionamento e cicatriz
O plano submuscular (abaixo do músculo peitoral) é o mais utilizado. Oferece melhor cobertura do implante, resultado mais natural e menor risco de contratura capsular a longo prazo. A recuperação pode envolver mais desconforto nos primeiros dias, pois o músculo é afetado.
O plano subglandular (entre a glândula e o músculo) tem recuperação geralmente mais rápida e é indicado em casos selecionados. A escolha depende da avaliação clínica individual.
As vias de acesso mais comuns são a inframamária (no sulco abaixo da mama) e a periareolar (na borda inferior da aréola). A via inframamária é a mais utilizada por permitir melhor visualização cirúrgica e controle do posicionamento.
Com o tempo e os cuidados adequados, as cicatrizes tendem a se tornar pouco visíveis. A tendência de cicatrização também varia de pessoa para pessoa.
Sobre a recuperação
A maioria das pacientes retorna a atividades leves em 7 a 10 dias. Trabalho em escritório costuma ser liberado nesse período. Atividades físicas leves são gradualmente liberadas a partir de 3 a 4 semanas, e exercícios de maior impacto e musculação, especialmente de membros superiores, geralmente a partir de 6 semanas.
Esses são prazos médios. Cada caso é acompanhado individualmente e as liberações dependem da evolução observada nas consultas de retorno.
Nos primeiros dias, é comum sentir tensão e desconforto na região peitoral, especialmente se o implante estiver abaixo do músculo. Inchaço, sensibilidade alterada e os seios mais altos do que o resultado final também são normais e esperados.
A medicação analgésica prescrita ajuda a controlar o desconforto. Dor intensa, febre ou qualquer sinal incomum devem ser comunicados à cirurgiã imediatamente.
O resultado definitivo é avaliado após 3 a 6 meses, quando o inchaço cedeu completamente e os implantes se acomodaram na posição final. Nos primeiros meses, é normal que as mamas estejam mais altas, mais firmes e com aparência diferente do resultado que ficará.
Ter paciência nesse período é importante. O resultado vai se revelando progressivamente.
Sobre saúde e longo prazo
Na maioria dos casos, a mamoplastia de aumento não interfere na amamentação, especialmente quando o implante é posicionado abaixo do músculo e a via de acesso não compromete os ductos mamários.
A via periareolar tem maior potencial de interferência nos ductos do que a inframamária. Esses aspectos são discutidos na consulta, especialmente para pacientes que ainda pretendem amamentar.
Não existe um prazo fixo de 10 anos que exija troca automática. Os implantes modernos são altamente duráveis. A indicação de substituição depende de avaliação clínica e da presença de complicações como contratura capsular, ruptura ou alteração de posição.
O acompanhamento periódico com a cirurgiã é o melhor caminho para monitorar os implantes ao longo do tempo.
Sim. As pacientes com implantes de silicone devem continuar realizando mamografia normalmente, seguindo as recomendações de rastreamento para sua faixa etária. É importante informar ao técnico que você tem implantes, pois a técnica de compressão é adaptada.
A ressonância magnética das mamas é outro exame que pode ser indicado para avaliar a integridade dos implantes em casos específicos.
Em alguns casos, sim. A mamoplastia de aumento pode ser combinada com mastopexia quando há ptose mamária associada. A decisão de combinar procedimentos depende da avaliação das condições clínicas da paciente, do tempo cirúrgico e da segurança do procedimento.
Essa possibilidade é discutida na consulta caso a caso.
Uma observação importante: nenhuma dessas respostas substitui a avaliação do seu caso específico. A consulta é o único momento em que é possível analisar sua anatomia, entender suas expectativas e planejar um procedimento adequado para você.
Se você está considerando a mamoplastia de aumento em Niterói e quer conversar sobre suas dúvidas específicas, entre em contato pelo WhatsApp ou agende uma consulta.
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As informações deste artigo têm caráter educativo e informativo. Não substituem a consulta médica presencial e não configuram indicação terapêutica. Resultados estéticos específicos não são garantidos. Cada caso é avaliado individualmente.
Dra. Márcia Queiroz · CRM-RJ 52.995487 · RQE 38426 · Membro Titular SBCP · Niterói, RJ
Dra. Márcia Queiroz
Cirurgiã plástica Membro Titular da SBCP. CRM-RJ 52.995487 / RQE 38426. Especialista em cirurgia de mama e abdômen, atende em Icaraí, Niterói.
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